Cabeça a milhão
A sola do tênis esta ficando cada dia mais fininha. A gente tem andado feito louco pela cidade desde que nos mudamos para a região central. E haja desodorante e pó granado! Mas a gente não reclama não, essa vida de andarilhos está muito boa, com solzinho ameno, ventinho no rosto e muitos lugares novos para conhecer. Quando estou andando, penso na família, nos amigos, no futuro, no passado e no presente. Penso na minha carreira, nos meus sonhos e na baita força que é preciso ter para mudar as coisas.
Para quem está pensando em morar fora, deixo aqui um aviso: prepare-se para um profundo questionamento sobre o que você quer da vida. Aquelas perguntas que você se faz enquanto está no Brasil ficarão ainda mais numerosas e difíceis. É que aparecem mais variáveis para bagunçar ainda mais a sua mente. Em apenas um dia, você é bombardeado por tantas informações que fica atônito, sem saber para onde correr.
Para um estrangeiro, tudo é mais intenso e o tempo passa de uma maneira curiosa. Três meses passam num piscar de olhos, mas cada mês tem a intensidade de um ano. Para mim, isso é animador, pois se os meses parecem anos, as respostas das minhas questões numerosas e difíceis que estou me fazendo talvez surgirão mais rapidamente. Quem sabe...
São Paulo, meu amor
É verdade que tem muita gente que ama odiar São Paulo e eu admito que há muitas razões isso. Apesar de todos os problemas, eu ainda acredito que essa cidade tem jeito. Neste final de semana, andamos bastante por Toronto para conhecer os prédios mais importantes. Uma vez por ano, as iniciativas pública e privada de Ontario se unem para organizar um evento chamado "Open Doors". Durante um final de semana, edifícios históricos ou elegantes abrem as portas para o público e oferecem visitas guiadas com explicações sobre o local. Fiquei pensando nos paulistanos tendo a chance de conhecer o Palácio das Indústrias ou o Palácio dos Bandeirantes. Imaginei as pessoas se maravilhando com os belos prédios do centro velho, da Paulista ou da Berrini. Esse tipo de evento é totalmente viável em São Paulo e ajudaria muito a elevar a auto-estima do paulistano.
Mais tarde fomos a uma região cheia de galpões velhos no sudeste de Toronto. Naquele bairro há um local chamado "The Distellery" com muitos bares e lojinhas de arte. Os prédios são de tijolinhos, é uma graça, lembra muito o velho e bom Sesc Pompéia. Lá estava acontecendo um festival de jazz até este domingo, o que levou muita gente para aquela região. Pensei nos galpões abandonados da Mooca e do Ipiranga. Assim como acontece aqui em Toronto, esses lugares poderiam ser aproveitados como estúdios de cinema ou centros culturais. Sei que já existem alguns projetos para recuperar a opulência dessas regiões e caminhando aqui em Toronto, senti que São Paulo tem jeito sim!

4 Comments:
Má, eu simplesmente amo esse lugar! É todo charmosinho. Neguinha, o Jorge Drexler tocou aqui e lembrei muito de vc. Não, não fui vê-lo, mas, de tanto ler o MM pra viagem, baixei vááárias músicas dele e... adorei. Quem sabe outra vez? Meire grávida? Ai, mande beijões pra ela. E estou te devendo um email gigante, com as últimas daqui. Beijos, beijos, beijos. See ya!
Marta
S.Paulo o SAMPA!, sabendo ama-lo como ele é........chega a ser uma poecia, podes creeeeer.
fiquei com medo dos seus planos futuros.
:(
Dani
Saudades de voce, me escreva quando puder, ta bom?
Em tempo: a Meire esta entrando no 5º mes, com uma barriga linda
Beijos
Babo&Mama
Sao Paulo e uma poesia que as vezes e dura demais. Mesmo assim eu gosto dela
Beijos
Gordo
Nao fique com medo dos meus planos futuros, fique calminho
Beijos
Postar um comentário
<< Home