domingo, março 27, 2005

Experiência antropológica na noite de Toronto

Quem nos conhece bem, sabe que a gente não é exatamente um casal muito baladeiro. Nossos programas são, geralmente, pegar um cineminha, comer uma pizza, tomar algo num bar ou alugar um bom DVD. Mas agora que estamos em outro país, ficamos curiosos para ver o que os canadenses fazem num sábado à noite. E lá fomos nós fazer o que mais odiamos: ouvir putz, putz numa danceteria de playboy (de graça, claro).
O que dizer desta experiência? Bom, foi no mínimo curioso. Vimos recatadas canadenses num rala-coxa de dar inveja a muita loira do Tchan. A gente observava de longe aquela coletiva dança do sanduíche no meio da pista ao som de um hip-hop pavoroso e lembrava do sex-appeal das dançarinas brasileiras. E querem saber? Na hora de apelar, as nossas castas moças poderiam até fazer um estágio com as canadenses. Dança da garrafa, aqui, é coisa de criança.
Não ficamos até o final da noite, mas pudemos ver duas distintas canadenses seminuas, exibindo seus corpos de Schwarzenegger em cima de uma mesa estrategicamente posicionada em frente à pista de dança. No dia seguinte, nos contaram que logo depois que fomos embora, dois sujeitos contratados pela casa subiram na mesa e auxiliaram as moças em suas performances, digamos assim, de encenação artística.
Sabe o que é mais curioso? É que não estávamos em qualquer biboca, não. A gente estava em uma danceteria cara, como qualquer uma da Vila Olímpia, onde a playboyzada cata as mina em São Paulo. Tá, pode até rolar esse tipo de coisa por aí, mas pelo o que nos disseram, isso é regra por aqui. De dia, eles mal se olham nas ruas. À noite, fazem dança do sanduíche. E depois, são as brasileiras que levam a má fama...

6 Comments:

Blogger Dani Noyori (ou Nóia para os íntimos) said...

Má, aqui é assim. Eles enchem a cara na balada. Só assim conseguem se divertir. Uma pena. Ah, e eu também fiquei abismada quando cehgeui aqui. Um rala-coxa do caramba, mas nada de beijos. Se o carinha tentar encostar na donzela, leva tapa. E bem dado, hehehe. Que graça tem? Dançar que nem uma garota de programa e nem beijar? Eu prefiro ficar com os beijos, hehehe.

Sobre nosso programinha, eu tinha certeza que vcs tinham falado que terça era melhor. Bom, a partir de quarta eu não trabalho mais. Iupiiiiiiiii. Vou passar uma semana bundando, malhando e vendo todos os amigos. Marcado pra quinta então? Na sexta, um amigo meu vai tocar música brasileira (eu tô precisando praticar samba pra não fazer feio no Brasil). Vai ser uma festa legal. Nada de pagode. Só músicas de raiz. Maracatu, sambinhas de carnaval... Bem que vcs podiam ir. Aliás, qual o nome da danceteria que vcs foram no sábado?

Beijooooos!

2:02 AM  
Blogger Luly :) said...

Hmmm.. Marta.... interessante essa experiência antropológica de vcs!! Meu irmão, qdo morou na Holanda, foi uma vez numa balada em Amsterdan e ficou espantado de como a mulherada agarrava, passava a mão, apertava a bunda dele.... e lá pelas tantas, começavam a tirar a blusa... Vai entender!!
Ah! Mas sem dúvida eu vou querer ter a mesma experiência que vcs... hehehhehe

Bjo!

Luly :)

8:10 AM  
Anonymous Anônimo said...

Oi Marta; Eu não fui a nenhuma boate por aqui, mas tenho amigos que foram e falaram a mesmíssima coisa, elas danças "desesperadamente" num agarra-agarra que não se vê no Brasil, mas falam que quando se trata de beijar na boca elas negam. bjs,

10:03 AM  
Blogger Drica <* *> said...

Hahaha, acontece o mesmo por aqui nos States Marta... E eu fico soh olhando, rachando o bico. Esse tipo de danca se chama body shake, famoso pelo esfrega-esfrega. O mais engracado eh observar as caras dos garotos babando, parecendo bestas pq sabem que na hora H elas caem fora.

Bejitoss da Drica <* *>

12:33 PM  
Anonymous Anônimo said...

Tô mudando minha passagem pra Toronto!!!
Beijos

11:40 PM  
Blogger Frontera said...

Dani
A danceteria se chama Distrikt. Lá elas fazem tudo, só não dão beijo na boca, hahahahahaha

Luly
Em breve vc vai poder conferir de perto essa gente louca

Monique
Assim que chegamos, ouvimos essas histórias e até pensamos que fosse exagero. É, no mínimo, curioso ver isso de perto

Drica
Fiquei pensando se a mulherada tentasse fazer isso no Brasil. Acho que não voltariam inteiras para casa...

Elói
Só venha se quiser ser torturado. Na hora H, a maioria delas pula fora.

10:00 PM  

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