Bola pra frente
Continuo uma otimista incorrigível em todos os momentos. Todos!
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
Pobretões em Beverly Hills
Protagonizamos mais uma cena de pobretões. Desta vez foi em Yorkville, os Jardins daqui de Toronto.
Nosso professor de inglês fez uma limpeza geral no armário e juntou um monte de roupas para doar para uma instituição de caridade. Sabendo que temos poucos casacos de frio, ele sugeriu que olhássemos aquele monte de sacolas empilhadas no corredor do apartamento dele. E lá fomos nós, revirar cachecóis, jaquetas e gorros de lã numa das últimas noites abafadas de verão.
Pouco depois, circulávamos pela Yorkville Avenue - a Oscar Freire deles - carregando dois sacos de lixo brancos entupidos de roupas da Campanha do Agasalho. Destoávamos dos Porsches, das Mercedes e do exército de mulheres com jóias no pescoço. Alguns olhares de estranheza eram evidentes e isso nos causava graça. Parecíamos duas crianças, sacudindo os sacos de lixo pela calçada.
Ainda tivemos a cara de pau de entrar na sorveteria mais badalada da região e sentar bem na porta, com aqueles dois volumes reluzentes. O Martim foi ao balcão para pedir um sorvete de blueberry, mas foi interrompido pelo atendente assim que começou a fazer o pedido.
- Espere um minuto. O avião está pousando.
Foi aí que nos demos conta que as pessoas estavam hipnotizadas pelas imagens, transmitidas ao vivo, de um avião com 145 pessoas fazendo um pouso de emergência no aeroporto de Los Angeles. Depois que a aeronave, que havia sofrido uma pane no trem de pouso, conseguiu parar no meio da pista, o atendente voltou aos seus afazeres com certo ar de decepção.
- Posso ajudá-los?
Aos poucos, a sorveteria foi se esvaziando. O assunto havia acabado, era hora de ir para casa ver outro drama no noticiário. A bola da vez era a prisão do sujeito que matou a vizinha desaparecida há mais de um mês.
Ah, a natureza humana...
Mau gosto de gente rica
E por falar em Yorkville, o bairro onde os endinheirados vêem e são vistos, vejam esta vitrine e tirem suas próprias conclusões.

Lembrei de um trecho do livro "Como me Tornei Estúpido (Martin Page, editora Rocco), que apesar de ingênuo, é engraçadíssimo.
Ele comprou belos ternos que serão motivo de risadas para as futuras gerações, mas que, no momento,difundiam a sua superioridade sobre o comum dos mortais, os que não têm os meios para exibir tamanho mau gosto com tão natural ostentação.
Somos tios novamente
Ligamos para a Meire, nossa grande amiga brasileira casada com o chileno Mario, e ela disse que já somos tios.
Jaqueline nasceu por volta das 22h de segunda-feira, 19 de setembro, e, segundo a mãe, ela é a cara do pai!
A menina veio ao mundo pelas mãos de quatro parteiras que trabalharam na casa da Meire. Sim, a Meire teve o privilégio de ser atendida por uma competente equipe do governo dentro do próprio quarto e não teve que pagar um tostão por isso. Coisas do Canadá!
Sábado iremos conhecer nossa nova sobrinha que será registrada com o nome da avó. A mãe do Mario chamava-se Jaqueline, mas ele nunca chegou a conhecê-la porque ela morreu quando ele era bebê. É uma bela homenagem, sem dúvida!

1 Comments:
Foi atravessando os rigores do inverno que o tempo chegou à primavera.
Os otimistas pensam assim.
Beijos p/Me, Ma e Jac.
Marta vc é um barato!, as aventuras de vcs dois são originais, continuem á aproveitar a vida como ela é.
bjs.
Postar um comentário
<< Home