Volver
Tengo miedo del encuentro
Con el pasado que vuelve
A enfrentarse con mi vida...
Tengo miedo de las noches
Que pobladas de recuerdos
Encadenan mi soñar...
Pero el viajero que huye
Tarde o temprano detiene su andar...
Y aunque el olvido, que todo destruye,
Haya matado mi vieja ilusion,
Guardo escondida una esperanza humilde
Que es toda la fortuna de mi corazón.
Volver... con la frente marchita,
Las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida...
Volver, de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera, música tema de "Volver", último filme do Almodóvar (e um dos melhores da carreira dele). Está na trilha do filme e no último CD da Estrella Morente, uma das vozes mais lindas do flamenco.
Em terras brasileiras
Estamos de volta. Aos poucos, vamos nos acostumando com o novo ritmo, o português falado na TV e a cara de São Paulo. A primeira impressão? Uma cidade caída. As crianças de rua, as vias descuidadas e o trânsito caótico nos entristeceram. Sabíamos que a volta seria feliz e triste ao mesmo tempo, mas acho que não esperava a dor que senti quando passamos pela avenida do Estado. Aquilo lá é a prova viva (ou morta) do provisório que vira permanente. Enquanto isso, ouço as pessoas preocupadas com o mau desempenho da Seleção na Copa do Mundo. Ah, pelo amor de Deus! Sempre achei que se houvesse discussões sociais na mesma quantidade das mesas redondas que infernizam a TV brasileira, esse país seria outro. Ok, ok, é triste sair da Copa, mas é mais triste ainda ter o futebol como único consolo de um país miserável. Fico horrorizada com esse debate tolo e a busca interminável por parte da imprensa de culpados pela eliminação do Brasil, com essa cretinice coletiva de achar que isso é tão importante. Estou chocada com o comportamento dos brasileiros, que aplaudem a Seleção que ganha jogando mal e xingam quando a equipe perde. Eles pintam as ruas de verde e amarelo e depois jogam a camisa do Brasil fora. Nem criança seria tão infantil assim!
Mas tudo bem, o reencontro com família e amigos compensa isso tudo.

7 Comments:
Eh, eu sei bem o que eh esse choque. e olha que eu so voltei de ferias...
Beijao pra voces!
Nossa Mà, que pessimismo...
Oi Marta, seja bem-vinda!
Acompanhei a saga de vocês pelo blog! Imagino como voltar seja bom e ruim ao mesmo tempo. Torço por vocês.
beijos
Thais
Olha que estou torcendo por voces! Mas confesso que sinto medo ao voltar para o Brasil. Quero apenas passar uns dias pra esmilinguir de abracos aqueles que sentimos saudades. Mas infelizmente a realidade brasileira eh fora do normal pra quem conhece tudo aquilo que voces viveram nos ultimos tempos. Mesmo assim, uma sorte otima, otimismo e tudo de bom. Nao parem de atualizar o blog nao. ADORO! Bejitosss da Drica <* *>
Depois as pessoas me perguntam porque eu estou aplicando para um país "tão frio"...
Tambem fiquei chocada com o comportamento dos brasileiros, Marta. E' muita ma educacao mesmo. Me decepcionei tambem com o comportamento de alguns dos nossos estrelados jogadores. A minha impressao e' que desde que que a grana continue no bolso esta tudo bem. Jogar pela patria, representar a sua nacao, o que seria isso mesmo? Mas enfim, nada que justifique essa ira toda.
Sabe, eu ja me peguei seriamente revoltada com a falta de educacao dos brasileiros no Brasil e principalmente no exterior (paaatz, sabemos muito bem o que e' a sina da melancia no pescoco, nao?), mas ai me dei conta que nao e' so brasileiro que da vexame. Por aqui eu ainda fico indignada com o individualismo, egocentrismo e a falta de interesse das pessoas. Fora que ninguem se olha ou sorri a toa. E o que falar entao da "drinking culture" anglo-saxa? Tem coisa mais ridicula do que sair com os seus mates e se sentir obrigado socialmente a encher a cara? Well, cada um com os seus problemas...hehehe. Feliz readaptacao para voce. Tenho certeza que voce vai tirar de letra.
beijos orgulhosos gigantes
Ai, nega, sei bem. Mas sabe o que é mais importante? Deixar o tempo passar, mas não perder a percepção de todas as coisas podres que temos aqui. Aquela coisa de "se acostumar" é a pior coisa que pode acontecer depois de terem passado tanto tempo fora com o foco a mil. Aliás, não deixem o olhar ficar viciado também para as coisas boas, né? Ainda vibro toda vez que saio de casa com uma blusinha sem mangas. ;-)
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