Pra ca de Marrakesh
Estamos em Tanger, norte do Marrocos, a quase 10 horas da cidade cantada no refrao do Caetano. Passado o susto inicial, estamos curtindo as primeiras horas em terras marroquinas. A chegada foi chocante, com muita gente nos abordando no porto e no primeiro passeio pela Medina. E não ha barreira linguistica que impeça a aproximação, eles atacam de ingles, frances, espanhol, portugues, do que voce quiser. E ai de voce se disser que é brasileiro.
- Brasiiiil! Futebol! Ronaldinho!, gritam euforicos, forçando um arzinho amistoso para empurrar hotéis e restaurantes pra cima da gente.
Em pouco tempo, aprendemos a lidar com esses chatos e apenas nos livramos deles antes que eles grudem. Não é nada que a gente não tenha visto em Ouro Preto ou qualquer outra cidade turistica do Brasil. Por isso, ficamos imaginando como deve ser chocante para um estrangeiro a chegada a uma cidade como Salvador.
Aproveitamos a primeira manhã para comer algo na avenida mais agitada da cidade e observar o movimento. O problema é que 100% do publico dos bares e cafés é masculino. Felizmente, vimos uma mulher em um deles e sentamos ao lado dela. Foi a melhor coisa que fizemos. Era uma americana que trabalha na biblioteca do Conselho Britanico e mora aqui ha 15 anos. Ela nos deu muitas dicas e confirmou a nossa impressao: o Marrocos é lindo e as pessoas são bem legais.
- O que estraga são esses caras que abordam os turistas, ela disse.
Ufa, ainda bem!

2 Comments:
Que nem o Brasil, é lindo, o que estraga é o povinho, hahahahahaha
Bjs
Gé
Me lembrei da viagem da Bolívia (nada pessoal, Marta) e de Cuzco. Todo lugar que a gente ia era abordado por 500 locais. Ô saco. Pelo menos eles são "do bem". De qualquer jeito, é bom ficar de olho aberto.
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